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A Vale completou a eliminação do Dique 1B, em Itabira, atingindo 50% do seu Programa de Descaracterização de barragens a montante. Desde 2019, 15 das 30 estruturas da mineradora foram eliminadas no Brasil, com investimentos de mais de R$ 9 bilhões. A conclusão do Dique 1A está prevista para o final deste ano, elevando a finalização do programa em Itabira para 80%. O programa visa garantir a segurança das comunidades e reduzir riscos ambientais, sob auditoria independente e supervisão de órgãos reguladores.

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A Polícia Federal deflagrou a Operação SOS-040 nesta quinta-feira (19/9), visando combater uma organização criminosa envolvida na extração ilegal de minério de ferro em Itabirito e Nova Lima. A operação cumpriu 18 mandados de busca e apreensão em várias cidades, além de apreender 19 veículos de carga e suspender as atividades de duas empresas que atuavam sem licença ambiental. A investigação começou após uma denúncia da GASMIG, que alertou sobre o risco de explosão de um gasoduto na BR-040 devido às atividades ilegais. Os suspeitos poderão responder por extração ilegal de minério e associação criminosa.

A Vale está em busca de projetos esportivos em Minas Gerais para patrocinar em 2025, através da Lei Federal de Incentivo ao Esporte. As propostas devem ser enviadas até 30 de setembro pelo site da mineradora. Atualmente, a companhia patrocina mais de 400 iniciativas focadas na inclusão social, beneficiando cerca de 100 mil pessoas, com 193 projetos em Minas Gerais. Entre eles está o Instituto Reação, que oferece atividades esportivas e educacionais para crianças e jovens em Belo Horizonte. A Vale acredita que o esporte é uma ferramenta transformadora de inclusão social e espera ampliar seu impacto em 2025.

Durante uma inspeção de rotina, a Vale informou a detecção de trincas superficiais na barragem Forquilha III, localizada na mina de Fábrica, em Ouro Preto, Região Central de Minas Gerais. A barragem já está classificada no nível 3 de emergência, o mais alto da escala de risco para estruturas desse tipo.

Apesar das fissuras encontradas, a mineradora garantiu que as condições de estabilidade da barragem permanecem inalteradas. Um plano de ação foi imediatamente implementado para investigar e, se necessário, corrigir qualquer falha estrutural. A empresa afirmou que mantém as autoridades competentes informadas e que medidas preventivas estão sendo adotadas.

Fissuras e medidas imediatas
De acordo com a Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam), a Vale notificou, na última sexta-feira (13), a presença de duas trincas de aproximadamente 1 cm de espessura e comprimento variando de 2 a 5 metros. Durante uma fiscalização, outras duas fissuras foram detectadas, uma medindo 10 metros e outra 4 metros de comprimento.

A estiagem prolongada na região foi apontada como a possível causa dessas anomalias, levando ao ressecamento do solo nas áreas adjacentes à barragem. As trincas são descritas como superficiais, mas estudos mais detalhados estão em curso para garantir a segurança da estrutura. A Feam determinou que a Vale protocole um plano de ação para inspeção completa do maciço da barragem, além da caracterização e tratamento das fissuras.

Monitoramento contínuo e riscos mitigados
Embora as fissuras tenham sido detectadas, a área ao redor da barragem já havia sido esvaziada previamente, com a ausência de comunidades na zona de risco. A Forquilha III é uma das duas barragens em Minas Gerais que se encontram no nível máximo de emergência, junto com a barragem da mina de Serra Azul, da ArcelorMittal, em Itatiaiuçu, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Com 77 metros de altura e capacidade para armazenar 19,4 milhões de metros cúbicos de rejeitos, a Forquilha III está passando por um processo de descaracterização. Este processo, que visa desativar a estrutura de forma segura, está previsto para ser concluído até o ano de 2035. Enquanto isso, a barragem continua a ser monitorada permanentemente.

Segunda anomalia em 2024
Este não é o primeiro problema registrado na barragem este ano. Em março de 2024, a Vale identificou uma anomalia em um dreno da Forquilha III, quando foi observado o acúmulo de material sedimentado na saída do dispositivo de drenagem. Na ocasião, assim como agora, as condições de estabilidade permaneceram intactas.

Após a identificação da falha, a Vale iniciou obras de reparação, concluídas no mês de abril, eliminando o risco identificado na época.

Investigação e ações futuras
A Vale se comprometeu a seguir com as verificações adicionais e manter os órgãos reguladores informados sobre o progresso das investigações e correções. A Feam acompanha de perto o desenvolvimento da situação, visando garantir que as trincas detectadas sejam adequadamente tratadas, sem comprometer a segurança da barragem.

A situação em torno da barragem Forquilha III acende um alerta para a necessidade constante de monitoramento de estruturas de risco, especialmente em regiões sujeitas a impactos ambientais como a estiagem.

A Vale está implementando um programa de mineração circular, visando recuperar cerca de 7 milhões de toneladas de minério de ferro a partir do reaproveitamento de rejeitos e estéril em 2024. A iniciativa foca na redução de resíduos, otimização de recursos e desenvolvimento de coprodutos, como areia e blocos para construção civil. O programa já recuperou 2 milhões de toneladas e economizou R$ 100 milhões apenas no primeiro semestre de 2024. A mineração circular também visa evitar a emissão de 1,9 milhão de toneladas de CO2 até 2035, destacando o compromisso da Vale com a sustentabilidade.

A CSN Mineração anunciou um investimento de R$ 15 bilhões para construir uma nova planta em Congonhas, com início das obras em 45 dias. A planta Itabirito P15, que começará a operar no final de 2027, terá uma capacidade de produção de 16,5 milhões de toneladas de pellet feed anualmente. O projeto criará 4 mil empregos temporários e 1,5 mil permanentes, além de beneficiar a economia local e estadual com aumento da arrecadação e desenvolvimento regional.

A Samarco, por meio do programa Samarco Aberta, promoveu visitas externas aos complexos de Ubu e Germano, recebendo 1.294 visitantes entre janeiro e julho. O programa visa transparência e aproximação com as comunidades. As visitas são direcionadas a moradores locais, familiares de funcionários, e interessados em conhecer de perto as operações da empresa, com foco em uma mineração segura e sustentável.

A Samarco concluiu o Programa Supervisoras da Operação, formando 16 mulheres para atuar como supervisoras nos complexos de Ubu e Germano. As participantes passaram por uma jornada de desenvolvimento de seis meses, abordando liderança, diversidade, segurança e sustentabilidade. O programa reflete o compromisso da empresa com a diversidade e a inclusão no setor de mineração.

A Samarco formou 64 novos profissionais através de seu programa de capacitação em parceria com o Senai. A cerimônia de formatura, realizada em Mariana (MG), destacou o impacto positivo da iniciativa nas comunidades vizinhas e no fortalecimento do mercado de trabalho local. Alunos das cidades de Mariana, Ouro Preto, Catas Altas e Santa Bárbara concluíram cursos técnicos em Eletrotécnica, Instrumentação Industrial e Operador de Processo de Mineração.

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) entrou com uma Ação Civil Pública contra as empresas Empabra e ETC devido à mineração ilegal na Serra do Curral. A ação pede o fechamento definitivo da Mina Corumi e indenização de R$ 100 milhões pelos danos ambientais e morais. A área afetada está em espaços protegidos, e as atividades irregulares ocorrem há mais de 20 anos.

A Vale iniciou obras para uma nova estrutura de contenção em Itabira, MG, visando reforçar a segurança durante a descaracterização dos diques Minervino e Cordão Nova Vista. A construção, aprovada por auditoria técnica, envolve a realocação de 17 famílias e utiliza tecnologia de baixo impacto. As obras devem ser concluídas em 2025.