A gestão de um dos principais corredores rodoviários de Minas Gerais entrou em uma nova etapa nesta sexta-feira, 20 de março de 2026, com o início da operação do Lote 7, conhecido como Via Liberdade. A concessionária Rota da Liberdade S.A. passa a ser responsável pela administração de 190 quilômetros de rodovias que conectam a Região Metropolitana de Belo Horizonte ao município de Rio Casca, na Zona da Mata.
O contrato de concessão foi firmado em janeiro deste ano e tem vigência de 30 anos. Ao longo desse período, estão previstos investimentos da ordem de R$ 5 bilhões, destinados a obras de duplicação, ampliação da capacidade viária, manutenção e oferta de serviços aos usuários.
O trecho concedido abrange as rodovias BR-356, MG-262 e MG-329, atravessando 11 municípios: Nova Lima, Rio Acima, Itabirito, Ouro Preto, Mariana, Acaiaca, Barra Longa, Ponte Nova, Urucânia, Piedade de Ponte Nova e Rio Casca. A malha integra um eixo relevante para o transporte de cargas, circulação de pessoas e atividades turísticas no estado.

A concessão é regulada e fiscalizada pela Agência Reguladora de Transportes do Estado de Minas Gerais, responsável por acompanhar o cumprimento das obrigações contratuais e o desempenho da concessionária. Segundo o diretor-geral da autarquia, Breno Longobucco, o início da operação representa uma mudança na gestão da infraestrutura rodoviária no estado. “Vamos acompanhar de perto a execução do contrato, monitorando o cumprimento das obrigações, os indicadores de desempenho e a prestação dos serviços”, afirmou.
A iniciativa está vinculada ao Novo Acordo de Mariana, firmado em outubro de 2024, que reúne União, estados, órgãos de controle e empresas responsáveis pelo desastre ambiental de 2015. O rompimento da barragem de Fundão, ocorrido em novembro daquele ano, deixou 19 mortos e provocou impactos sociais, ambientais e econômicos em Minas Gerais e no Espírito Santo.
Obras e melhorias previstas

No primeiro ano de concessão, a empresa deverá executar intervenções iniciais voltadas à recuperação das condições de tráfego e segurança. Entre as ações previstas estão a recomposição do pavimento, adequação da sinalização horizontal e vertical, revisão de dispositivos de segurança, além da limpeza das margens, roçada e manutenção dos sistemas de drenagem.
A cobrança de pedágio não será imediata. Segundo o modelo contratual, a tarifação só será iniciada após a execução das melhorias iniciais, de forma que os usuários possam perceber avanços nas condições das rodovias antes do início da cobrança.
Ao longo das três décadas de contrato, o projeto prevê intervenções estruturais, como a duplicação de trechos da BR-356, implantação de terceiras faixas, construção de acostamentos em toda a extensão e a criação do Contorno Viário de Cachoeira do Campo, em Ouro Preto. As obras têm como objetivo ampliar a capacidade de tráfego, reduzir congestionamentos e melhorar as condições de segurança.
Serviços ao usuário
A concessão também inclui a implantação de novos serviços operacionais. Está prevista a instalação de um Ponto de Parada e Descanso nas proximidades de Amarantina, distrito de Ouro Preto, além de uma área de escape na Serra da Santa, em Itabirito.
O sistema contará ainda com atendimento 24 horas, incluindo suporte médico e mecânico, além de guincho e monitoramento contínuo das rodovias. Um Centro de Controle Operacional será responsável pela gestão das ocorrências e pela coordenação das equipes ao longo do trecho concedido.
A estrutura será complementada por bases de atendimento distribuídas estrategicamente, com o objetivo de reduzir o tempo de resposta em situações de emergência.







