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O primeiro alimento de uma criança determinará seu estado de saúde durante toda a vida

Dando sequencia ao tema Maternidade iniciado na coluna sobre a gestação, hoje falaremos sobre outra importante etapa do nascimento de uma mãe: O aleitamento materno.

A amamentação é recomendada como única forma de alimentação do bebê até o sexto mês de vida, sendo desnecessário o uso de mamadeiras com qualquer tipo de fórmula ou bebida, até mesmo a água. Ao completar seis meses introduz-se novos alimentos, mas o aleitamento materno deve permanecer até dois anos ou mais 1.

Benefícios do aleitamento materno para o bebê

Podemos citar alguns benefícios do aleitamento materno para o bebê, dentre eles o crescimento e desenvolvimento, tanto em âmbito nutricional e imunológico quanto psicológico, visto que a amamentação promove o crescimento harmonioso da face, a maturação das funções do sistema bucal , bem como um adequado funcionamento dos sistemas digestivo, respiratório, endócrino, etc,além de ser um fator de proteção contra doenças como obesidade e Diabetes Mellitus tipo I e II 3,4.

Existem ainda estudos que mostram que a amamentação colabora para o desenvolvimento da inteligência das crianças. As crianças que são amamentadas geralmente apresentam melhores resultados em testes de QI (quociente de inteligência) do que aquelas alimentados com outros tipos de leite. Os pesquisadores acreditam que isso pode ser devido ao fato de que os ácidos graxos específicos encontrados no leite humano (mas não no leite de vaca ou fórmulas infantis) melhoram o desenvolvimento do cérebro 5, 6.

O primeiro alimento de uma criança determinará seu estado de saúde durante toda a vida
Foto: O Aleitamento Materno gera benefícios para mãe e filho

Benefícios do aleitamento materno para a Mãe

Podemos também citar benefícios para a mãe que amamenta, visto que o aleitamento materno facilita uma involução uterina mais precoce, uma perda de peso mais rápida e associa-se a uma menor probabilidade de ter câncer de mama e de ovário. Sobretudo, permite à mãe sentir o prazer único de amamentar, criando o vínculo entre a mãe e o filho. O leite materno é inegavelmente o método mais barato e seguro de se alimentar os bebês, pois o leite está sempre disponível na temperatura e quantidade adequadas e com todos os nutrientes necessários para o bebê.

Na maioria das situações, o aleitamento materno protege as mães de uma nova gravidez em curto período de tempo; contudo, é fundamental que a amamentação seja praticada em livre demanda, ou seja, sendo oferecido o leite de acordo com o desejo do bebê, sem intervalos noturnos, sem utilização de outro tipo leite, nem complementação com qualquer outro tipo de alimento 7.

O leite materno é o primeiro e mais importante alimento de uma vida, pois é ele que se oferecido logo após ocorrer o nascimento irá possibilitar um desenvolvimento adequado da criança, e como o principal desejo de toda mãe é ver o seu filho saudável, a prática da amamentação é o maior ato de amor que a mesma pode praticar, pois além de estabelecer o vinculo mãe e filho o aleitamento materno proporciona saúde e benefícios para toda a vida.

Saiba mais:

  • O primeiro carinho de mãe e cuidado durante a gestação
  • A alimentação como identidade cultural
  • Ser saudável é sentir-se feliz

 

Referencias

  1. Ashraf RN, Jalil F, Aperia A, Lindblad BS. Additional water is not needed for healthy breast–fed babies in a hot climate. ActaPaediatr. 1993;82(12):1007–11.
  2. Palmer B. Influence of breastfeeding on the development of the oral cavity. J Hum Lact. 1998;14(2):93–8.

3.Pereira PF, Alfenas RC, Araújo RM. Does breastfeeding influence the risk of developing diabetes mellitus in children? A reviewofcurrentevidence. J Pediatr (Rio J). 2014;90:7-15

  1. Owen CG, Martin RM, Whincup PH, Smith GD, Cook DG. Does breastfeeding influence risk of type 2 diabetes in later life? A quantitative analysis of published evidence.Am J Clin Nutr. 2006;84:1043-54.
  2. Disponível em: http://www.nature.com/news/2007/071105/full/news.2007.217.html. Acesso em 05/05/2015 às 20:42
  3. FONSECA, Ana LM et al. Impacto do aleitamento materno no coeficiente de Inteligência de Crianças de Oito Anos de Idade. J. Pediatr. (Rio J.), Porto Alegre, v. 89, n. 4, p. 346-353, ago 2013.
  4. LEVY, Leonor; BÉRTOLO, Helena. Manual de aleitamento materno. Lisboa: Comité Português para a UNICEF, 2008.

Coluna - Franciele Santana

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