A mineradora Samarco informou ter alcançado, em 2025, o índice de 95,2% de destinação sustentável dos resíduos gerados em suas operações nas unidades de Germano, em Mariana, e Ubu, em Anchieta, no Espírito Santo.
Segundo a empresa, o resultado supera a meta estabelecida internamente a partir de 2022, quando 55% dos resíduos tinham destinação considerada ambientalmente adequada. A meta era atingir 95%.
De acordo com a Samarco, o avanço foi impulsionado por ações de redução, reutilização, reciclagem e reaproveitamento de materiais ligados às operações industriais e obras de revitalização realizadas nas unidades.
Como os resíduos passaram a ser reaproveitados?
Entre as iniciativas citadas pela mineradora está o reaproveitamento de resíduos da construção civil. O material é britado por empresa terceirizada e utilizado em obras de pavimentação externa.
Já a sucata metálica proveniente de desmontagens e manutenções retorna à cadeia produtiva como matéria-prima para fabricação de aço e ferro-gusa.
Mesmo com o aumento no volume de resíduos gerados durante as obras das usinas 1 e 2, em Ubu, e do Concentrador 1, em Germano, a empresa afirma ter evitado o envio de 32,4 mil toneladas para aterros sanitários.
Segundo a Samarco, isso ocorreu por meio da ampliação de processos de coprocessamento, compostagem e reciclagem.
A analista de Meio Ambiente da empresa, Mariana Costa, afirmou que o resultado envolve ações integradas de educação ambiental, revisão de processos e parcerias externas.
“Esse avanço é resultado de um trabalho integrado que envolve educação ambiental, melhoria de processos e parcerias com comunidades e cooperativas”, declarou.
Qual o papel das cooperativas e comunidades?
Em Anchieta, no Espírito Santo, a Samarco mantém parceria com a Associação de Catadores de Anchieta (Unipran) para destinação de materiais recicláveis, como papel, plástico, vidro e embalagens longa vida.
Entre janeiro e abril de 2026, segundo a empresa, 28 toneladas de recicláveis foram encaminhadas à associação.
A analista ambiental da Manserv, Josilene Matoso, afirmou que a parceria contribui para geração de renda e inclusão produtiva dos catadores.
Outro projeto citado pela mineradora envolve artesãs da comunidade de Mãe-Bá, também em Anchieta. A iniciativa substituiu cordas plásticas usadas em sinalizações de segurança por cordas biodegradáveis produzidas com fibra de taboa, planta aquática típica da região.
De acordo com a Samarco, a ação busca reduzir o consumo de plástico e ampliar alternativas de geração de renda local.
Como as ações acontecem em Mariana?
Em Mariana, as atividades são desenvolvidas em parceria com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Desenvolvimento Sustentável e Proteção Animal (Semmads).
Segundo a empresa, desde 2015 são promovidas oficinas, campanhas educativas, feiras sustentáveis e atividades em escolas e comunidades do município.
A representante da Semmads, Carla Camillo, afirmou que as ações ajudam a ampliar campanhas ligadas à coleta seletiva e ao descarte correto de resíduos.
“Essas ações ajudam a formar cidadãos mais conscientes e comprometidos com práticas sustentáveis”, declarou.
Ainda conforme a Samarco, mais de 1,6 mil pessoas já participaram das iniciativas em Mariana. Entre as atividades estão oficinas, sessões de cinema ambiental, distribuição de mudas e ações educativas com o mascote “Gente Boa”, utilizado em campanhas de coleta seletiva.







