Em 2025, a Samarco alcançou um marco importante na retomada de suas operações, registrando uma receita líquida de US$ 1,898 bilhão e um crescimento de 30,3% no EBITDA, que chegou a US$ 1,087 bilhão. Esses números refletem um cenário de estabilidade operacional e disciplina financeira, anunciados durante apresentação para investidores na última quinta-feira (12).
A produção totalizou 15,1 milhões de toneladas de pelotas e finos de minério de ferro, volume mais elevado desde a retomada da companhia em 2020. O avanço consolidou a operação em 60% da capacidade instalada e resultou em um aumento de 68% nas vendas, que somaram 15,9 milhões de toneladas em comparação com 2024.
Plano de crescimento e investimentos inéditos
Para alcançar a totalidade de sua capacidade produtiva até 2028, a Samarco anunciou um investimento recorde de R$ 13,8 bilhões, aprovado pelo Conselho de Administração no fim do ano passado. O presidente da empresa, Rodrigo Vilela, afirmou que 2025 foi um ano decisivo para fortalecer as bases da companhia, focando em segurança, compromisso com as pessoas e cumprimento dos planos estratégicos.
“Concluímos o ramp-up da fase 2, estabilizamos as plantas e reforçamos a nossa geração de caixa”, destacou Vilela, relembrando o encerramento da Recuperação Judicial, que consolidou a reorganização financeira e melhorou a governança corporativa.

No início de março, o prefeito Julio Duarte esteve nas instalações da Samarco em Mariana para uma agenda institucional sobre o processo de retomada gradual da capacidade produtiva da empresa. Na ocasião, a empresa apresentou, ao chefe do executivo, os investimentos realizados no município, os avanços operacionais e os próximos passos do plano que prevê atingir 100% da capacidade instalada a partir de 2028, sem o uso de barragem de rejeitos.

Segurança operacional e compromisso ambiental
Além dos resultados financeiros, a Samarco reforçou seu foco em segurança. Em 2025, a taxa total de frequência de acidentes (TRIFR) chegou a 0,63, abaixo da média da indústria global, e o índice de acidentes com afastamento (LTA) foi de 0,13. A empresa também manteve 100% de conformidade nas declarações referentes à estabilidade das barragens, com renovação completa das certificações. A gestão segue alinhada ao Global Industry Standard for Tailings Management (GISTM), assegurando práticas modernas e transparentes para evitar riscos.
Outro avanço importante foi a antecipação da conclusão da descaracterização da barragem do Germano para 2027, dois anos antes do prazo legal.
Progresso na reparação social e ambiental
A continuidade da reparação dos impactos do rompimento da barragem de Fundão foi prioridade em 2025. A companhia finalizou o primeiro ciclo do Novo Acordo do Rio Doce, aumentando a transparência e eficiência das ações.
Com a liquidação da Fundação Renova, a Samarco passou a executar diretamente as medidas de reparação, investindo cerca de US$ 4 bilhões em obrigações de fazer e cerca de US$ 2 bilhões em obrigações de pagar. Foram concluídas obras de reassentamento e iniciadas iniciativas ambientais voltadas para a restauração florestal e monitoramento da qualidade da água na Bacia do Rio Doce, reforçando o compromisso com a sustentabilidade e as comunidades afetadas.







