Vale, CSN Mineração e Samarco estiveram entre as mineradoras que mais contribuíram com royalties da mineração em Minas Gerais no ano passado. Os dados são da Agência Nacional de Mineração (ANM) e revelam que as cinco maiores pagadoras de Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (Cfem) no estado somaram juntas cifras expressivas em 2025, num total geral de R$ 3,6 bilhões arrecadados.
A Vale liderou o ranking com folga. A mineradora recolheu R$ 1,5 bilhão em Cfem, valor 1,6% superior ao registrado em 2024. O desempenho acompanha a retomada da liderança global da companhia no setor de minério de ferro: a produção nas operações em Minas Gerais chegou a 134,7 milhões de toneladas no ano passado, crescimento de 6,7% em relação ao ano anterior.
A CSN Mineração, por sua vez, registrou pagamento de R$ 353,4 milhões, montante 4% inferior ao de 2024. A empresa ainda não divulgou os resultados consolidados do Complexo Casa de Pedra, em Congonhas, mas os três primeiros trimestres do ano já indicavam trajetória positiva de produção, com avanço de 8,7%, para 33,7 milhões de toneladas de minério de ferro, incluindo compras de terceiros.
Quem chamou atenção pelo crescimento expressivo foi a Samarco Mineração. A empresa, que opera o Complexo Germano, em Mariana, recolheu R$ 152,2 milhões em royalties, valor 81,4% maior que o do ano anterior. O salto reflete o desempenho histórico alcançado pela mineradora em 2025: foram 15,1 milhões de toneladas de pelotas e finos de minério de ferro produzidos, alta de 55% sobre 2024 e o melhor resultado desde que a empresa retomou as operações em dezembro de 2020, após cinco anos paralisada em consequência do rompimento da barragem de Fundão.
Completando o grupo das três maiores pagadoras ao lado da Vale e CSN Mineração, a Anglo American recolheu R$ 424,9 milhões, crescimento de 7,7% sobre 2024, sustentado pela produção de 25 milhões de toneladas no Sistema Minas-Rio, em Conceição do Mato Dentro.
No quarto lugar do ranking ficou a Kinross Mineração, com R$ 163,7 milhões pagos em Minas Gerais, alta de 67,4% sobre o ano anterior. A empresa, que opera em Paracatu, no Noroeste do estado, registrou crescimento de 10,3% na produção de ouro nos nove primeiros meses do ano, chegando a 446,3 mil onças.
Entre as dez maiores pagadoras de Cfem em Minas Gerais em 2025, completaram a lista a AngloGold Ashanti (6º lugar, R$ 79 milhões), a Mineração Usiminas (7º, R$ 78,9 milhões), a Vallourec (8º, R$ 60,4 milhões), a Mosaic Fertilizantes (9º, R$ 51,7 milhões) e a Ferro+ Mineração (10º, R$ 46,9 milhões). Todas registraram crescimento nos pagamentos em relação a 2024.
Samarco registra em 2025 a maior produção desde a retomada
A Samarco encerrou 2025 com o maior volume de produção desde a retomada de suas operações, iniciada no fim de 2020. Segundo dados operacionais divulgados pela empresa, foram produzidas 15,11 milhões de toneladas de pelotas e finos de minério de ferro ao longo do ano, com embarques realizados a partir do terminal próprio em Ubu, no Espírito Santo.
O resultado coloca 2025 como o ano mais produtivo do ciclo pós-retomada e reposiciona a empresa entre os principais exportadores de pelotas no mercado transoceânico, segmento voltado principalmente ao abastecimento de siderúrgicas no exterior.







