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Vereadores, assessores e servidores da Câmara Municipal de Ouro Preto poderão receber um total de R$ 10.500 em vale-alimentação ao longo dos primeiros seis meses de 2026 após a aprovação da Lei nº 1.634, já sancionada pelo Executivo municipal.

O valor será alcançado por causa da retroatividade prevista na legislação, que fixou o auxílio-alimentação em R$ 1.750 mensais com efeitos válidos desde janeiro deste ano.

A medida contempla vereadores, assessores parlamentares, servidores efetivos, aposentados, pensionistas e cargos comissionados da estrutura administrativa da Câmara.

Além do novo valor mensal, os beneficiários receberão os pagamentos retroativos referentes aos meses anteriores já transcorridos em 2026.

O que mudou no auxílio-alimentação da Câmara?

O novo auxílio-alimentação aprovado pela Câmara Municipal elevou o benefício mensal para R$ 1.750.

Até então, o valor pago era de R$ 1.600 mensais. Com a atualização, houve aumento de R$ 150 no cartão alimentação dos beneficiários.

A legislação aprovada também prevê reajuste salarial de 10% para servidores efetivos, aposentados, pensionistas e ocupantes de cargos comissionados.

Segundo a Câmara, o percentual é composto por 3,81% de recomposição inflacionária baseada no IPCA e 6,19% de aumento real.

Enquanto o reajuste salarial passa a valer a partir de maio, o auxílio-alimentação retroage ao início do ano.

Por que o benefício gerou repercussão?

A aprovação do novo auxílio gerou debate após comparações com valores pagos em outros setores do serviço público.

Atualmente, professores doutores da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) recebem R$ 1.192 de auxílio-alimentação, valor inferior ao aprovado pelo Legislativo municipal.

A comparação passou a circular nas redes sociais e no ambiente político da cidade após a sanção da nova lei.

O debate também envolve diferenças de critérios entre carreiras e estruturas administrativas distintas do serviço público.

Parte das discussões ocorre em torno da distância entre os valores praticados no Legislativo municipal e aqueles observados em outros órgãos públicos e na iniciativa privada.

Por que os cargos comissionados entraram na discussão?

Outro ponto que ampliou a repercussão foi a inclusão dos cargos comissionados no benefício.

Os servidores comissionados ocupam funções de livre nomeação dentro da Câmara Municipal e não precisam passar por concurso público.

A legislação aprovada pela mesa diretora estende o auxílio-alimentação aos cargos de confiança e também aos agentes políticos da Casa.

Esse grupo representa parcela significativa da estrutura administrativa do Legislativo municipal.

Como os vereadores reagiram às críticas?

As reportagens sobre o auxílio-alimentação dominaram parte da reunião ordinária da Câmara realizada no dia 7 de maio. Durante mais de 40 minutos, vereadores utilizaram a tribuna para comentar a repercussão das publicações e defender as medidas aprovadas pela mesa diretora.

O presidente da Câmara, Vantuir Silva, afirmou durante a sessão que o benefício não foi criado pela atual gestão e existe desde 2005.

“O vereador Vantuir não criou um cartão de R$ 1.750. O cartão foi criado em 2005”, declarou.

Segundo ele, o reajuste aprovado em 2026 representou atualização sobre um benefício já existente dentro da estrutura administrativa da Câmara.

Ao comentar comparações envolvendo a UFOP, Vantuir afirmou que sua atuação está limitada ao Legislativo municipal.

“Eu não sou o reitor e eu não sou o presidente da República”, declarou.

Rodolpho Bohrer

Sócio-proprietário e fundador do Mais Minas e jornalista em formação pela Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB). Redator de cidades, tecnologia e política, além de link builder na Agência MaisPost. Em 2026, foi um dos repórteres vencedores do prêmio estadual "Tributação e Justiça Social", promovido pelo Sindicatos dos Jornalistas Profissionais do Estado da Bahia (SINJORBA).