O que você procura?


Minas Gerais tem quase 1.680 mortes a menos em 2020

Rômulo Soares 10 de junho de 2020 às 15:54
Tempo de leitura
2 min

Segundo números da Associação Nacional do Registradores de Pessoas Naturais (Arpen Brasil) mostram que Minas Gerais registrou menos mortes durante o período de janeiro a maio deste ano em comparação ao mesmo período do ano interior. A redução foi de 3,23%, ou seja, quase 1.680 mortes a menos, se confrontadas as informações dos cinco primeiros meses deste ano e de 2019.
Dentre os motivos, os técnicos da Sala de Situação da Secretaria de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) dizem que a quarentena pode ter contribuído para o número de mortes ter caído. “O isolamento social gera uma diminuição de óbitos, tanto por causas naturais, quanto por causas externas”. Nesses casos, acidentes de trânsito e violência e diminuição de contaminação por doenças contagiosas e redução do contato entre as pessoas são alguns exemplos.
A plataforma segue os prazos legais e os dados podem ser inseridos em até 14 dias, conforme os procedimentos cartoriais. “Isso é mostrado no próprio portal”, sinaliza a equipe da SES-MG, que acompanha periodicamente a divulgação dos cartórios e atua em parceria direta com seus colaboradores

Contraponto

Foi notado que os dados do Portal da Transparência de Registros Civis destoa com o número de óbitos indicados pelos boletins epidemiológicos divulgados pela SES-MG. De acordo com o Governo de Minas Gerais, o motivo é de que o registro civil conta as confirmações e suspeitas como óbitos por coronavírus, isso porque, na maioria das vezes, o resultado laboratorial ainda não foi liberado quando há a emissão da declaração de óbitos pelos cartórios.
Quando há o cruzamento dos registros, a SES-MG constata que parte dos óbitos por coronavírus registrados no cartório são, na verdade, laboratorialmente identificados como negativos após exame.

LEIA TAMBÉM:  Bairros mais seguros do RJ: Conheça os principais

Testagem

Em Minas Gerais, a indicação prioritária para realização de testes, atualmente, é para os casos de pessoas que ficaram internadas com suspeita da covid-19, casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) ou de pessoas internadas em terapia intensiva com suspeita da covid, profissionais da Saúde, profissionais da Segurança Pública, restritos de liberdade, asilados e a população indígena.
Veja também: Coronavírus: Minas Gerais registra 10 óbitos e quase 1.400 confirmações em 24h