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Em exclusiva ao MM, Jean Victor fala em “sonhos” no Cruzeiro e crê em volta à Série A

Natural de Ouro Branco, mas criado em Conselheiro Lafaiete, o lateral-esquerdo Jean Victor, de 27 anos, acumula passagens pelo Botafogo, Oeste, Paraná, Boa Vista e é recém-contratado pelo Cruzeiro.

Jean Victor já foi campeão do Torneio Otávio Pinto Guimarães em 2013, do Campeonato Carioca de Juniores da 1ª Divisão em 2014, da Série B do Campeonato Brasileiro em 2015 e da Copa Rio de 2017, todos pelo Botafogo.

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No Cruzeiro, Jean Victor já fez a sua estreia como titular no empate em 0 a 0 contra o Coritiba e vive o sonho de criança de vestir a camisa celeste. O lateral-esquerdo falou com exclusividade ao portal Mais Minas sobre o seu início de carreira, referências dentro do futebol, acesso à Série A e o futuro da Raposa. Confira:

MM: Você disse em sua apresentação no Cruzeiro que é natural de Ouro Branco. Você também foi criado na cidade?

JV: Eu fui para Ouro Branco só para nascer, lá tem um hospital que é referência na região, então minha mãe preferiu ir para lá fazer todo o procedimento. Então, voltei para Conselheiro Lafaiete onde toda a minha família reside e onde passei toda a minha infância e juventude.

MM: Você disse também que acabou não passando no teste no Cruzeiro, o que você acha que aconteceu? E como você foi parar no Botafogo?

JV: Eu tive uma oportunidade e ficar na Toca I por duas semanas. O ano era 2008, era infantil a categoria da época, mas infelizmente não consegui passar no teste e aquele sonho de criança sempre existiu, então continuei dando seguimento aos meus treinamentos, tive oportunidade em outros clubes. Aí surgiu a oportunidade de jogar a Taça BH de juniores, em 2012, pelo Clube do Progresso, que é do distrito de Ouro Preto. Acabou que o time era da chave na época e Botafogo, Corinthians e Bahia estavam na chave da Taça BH. Pude fazer boas atuações contra esses times e também contra o Botafogo, que me contratou em 2012 para o sub-20. Cheguei lá em setembro de 2012 e aí dei seguimento à minha carreira lá. Subi para o profissional em 2015, em que a gente teve a oportunidade de ser campeão do Campeonato Brasileiro da Série B e aí rodei no Boa Vista, Oeste, Paraná no ano passado. Como eu tinha vínculo com o Boa Vista eu sempre saía emprestado e voltava para jogar o Campeonato Carioca, este ano não foi diferente. Voltei para lá, joguei o Campeonato Carioca e agora eu estou tendo essa grande oportunidade aqui no Cruzeiro.

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MM: Quais são as suas principais referências dentro do futebol?

JV: Eu cresci vendo o Alex jogando, eu cresci vendo ele. Então, para mim, ele era uma referência também da posição, porque eu jogava de meio de campo, achava ele um craque, acompanhei ele praticamente toda aquela fase dele de Cruzeiro e via vídeos dele no Palmeiras, depois ele foi para o Fernebache. Enfim, sempre me espelhei muito nele. A partir do momento que eu troquei de posição para a lateral-esquerda, eu passei a me espelhar no Marcelo. que está há 15 anos no Real Madrid. É um cara que eu me espelho bastante pela qualidade técnica dele, a tática dele é muito importante.

MM: Tem o sonho de jogar na Europa?

JV: É um sonho que eu quero realizar ainda, mas na minha vida eu sempre trato tudo de degrau a degrau. Hoje eu estou com a cabeça toda voltada ao Cruzeiro, para ajudar o clube nos objetivos da temporada, temos o acesso como objetivo. Então, o meu objetivo principal é estar aqui trabalhando no dia a dia, sempre buscando uma evolução e ajudar o clube.

Momento no Cruzeiro

MM: Você chegou a pouco tempo e já foi titular no último jogo contra o Coritiba, ou seja, tem moral para disputar posição com Matheus Pereira. Como está o seu processo de adaptação na equipe com o técnico Mozart?

JV: Estou muito feliz, fui muito bem recebido aqui por todos. Me sinto em casa, porque eu sou mineiro, fui muito bem acolhido. Então, essa estreia minha como titular contra o Coritiba me trouxe muita felicidade. Como falei em minha apresentação, sou mais um que chega para ajudar, para somar, sou mais um guerreiro que vai trabalhar bastante, sempre em busca de evoluir e dar o meu melhor em campo. Quem tem a ganhar com isso é o Cruzeiro.

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MM: O Cruzeiro está há quatro jogos sem vencer, ocupa a 13ª posição na tabela de classificação. Você, que tem uma Série B no seu currículo, encara de que forma essa situação?

JV: É só com o trabalho que vamos conseguir o acesso, que é o nosso objetivo. Esses momentos que a vitória não vem, que passa por oscilações durante o campeonato, é normal. Mas a gente tem que estar sempre pontuando e esses empates que tivemos nesses últimos três jogos, contra Guarani, Brasil e Coritiba, somado a uma vitória que podemos ter contra o Botafogo, faz com que esses pontos sejam importantes. Temos que fazer valer esse fator casa, quanto mais vitórias a gente conseguir melhor e logo a gente vai estar próximo do nosso objetivo. Acreditamos no acesso, é o nosso objetivo maior.

MM: Como está o clima nos bastidores, entre os jogadores fora de campo com as recentes notícias que tem aparecido na mídia, com mais processos, punições e atrasos de salário?

JV: Dentro de campo que iremos resolver isso tudo, no dia a dia, colocando na cabeça em dar o seu melhor nos treinamentos, na leitura de jogo, entendendo o que o professor Mozart está passando para a gente. Aí sim a gente vai conquistar as vitórias, os pontos que a gente necessita e o que acontece fora de campo não cabe a nós. Já tem pessoas competentes para resolver toda essa sitjuação.

MM: Qual sonho você ainda tem dentro do futebol?

JV: Estar aqui, para mim, já é uma grande realização. Eu sempre almejei defender um gigante do futebol e, graças a Deus, estou tendo essa oportunidade. Então, posso dizer que estou realizando um sonho. Eu vou lutar ainda mais para levar o nome do Cruzeiro o mais longe possível, para s gente sair dessa situação de Série B, que é um lugar que o clube não deveria estar.

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MM: Já pensou jogar num Mineirão lotado, com a torcida do Cruzeiro (talvez num clássico)?

JV: É um momento muito complicado que estamos vivendo, com esse coronavírus, a gente gosta de estar com a torcida sentindo aquele apoio. É um sonho atuar num Mineirão lotado, com toda a torcida cruzeirense apoiando a gente e fazendo de tudo para que a gente saia com a vitória e dando força para nós jogadores dentro do campo. Espero sim viver esse momento com a camisa do Cruzeiro.

MM: Qual é a sensação de jogar contra o seu ex-clube, o Botafogo?

JV: Eu tenho um respeito enorme pela instituição Botafogo, eles abriram as portas para mim, me deram a primeira oportunidade, me tornei profissional lá, só que dentro de campo eu estou defendendo as cores do Cruzeiro e vou fazer de tudo para sair com a vitória.

MM: O seu gol de falta contra o Flamengo, na final da Taça Guanabara, foi o seu maior momento como profissional?

JV: Sim, foi um chute que eu acertei no treino um dia antes do jogo e acabei atraindo o gol num Maracanã lotado, a gente pôde tentar ser uma zebra. Infelizmente não saímos com a vitória, ficamos com o vice-campeonato, mas o gol sim foi uma reviravolta boa na minha carreira. Esse gol saiu num bom momento, não tinha cenário melhor para acontecer aquele gol. Então, fiquei muito feliz, eu treino bastante bola parada, é um dos meus pontos fortes e procuro sempre estar aprimorando a batida para ajudar os meus companheiros dando assistência e também fazendo gol.

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