O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, anunciou, na manhã desta segunda-feira, 2 de março, uma recomposição salarial de 5,4% para todo o funcionalismo público de Minas Gerais. A medida, que será formalizada por meio de um Projeto de Lei a ser enviado à Assembleia Legislativa (ALMG) ainda este mês, contempla aproximadamente 673 mil servidores, incluindo ativos, inativos e pensionistas da administração direta e indireta.
Segundo o Executivo, o reajuste será aplicado de forma retroativa a 1º de janeiro de 2026, com um impacto financeiro estimado em R$ 3,4 bilhões anuais nos cofres do Estado. A proposta visa também garantir que o vencimento básico inicial do magistério volte a corresponder ao valor proporcional do piso nacional da categoria.
O governo destacou que a regularização dos pagamentos, o fim dos parcelamentos de salários e a quitação de passivos deixados por administrações anteriores permitiram uma previsibilidade financeira que sustenta o novo índice. No entanto, o percentual de 5,4% foi recebido com ressalvas por representantes de diversas categorias, que esperavam uma correção mais expressiva diante do cenário econômico recente.
De acordo com lideranças sindicais, a margem para o reajuste poderia ser maior, fundamentada nas regras do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), que permitiria índices próximos a 8,80% com base na inflação acumulada.
Nos bastidores, a expectativa era de que o governo apresentasse uma proposta superior que acompanhasse a folga fiscal demonstrada pelos recordes de arrecadação e investimentos privados atraídos pelo Estado.
Representantes da Associação de Praças Policiais e Bombeiros Militares e do sindicato dos servidores da tributação (Sinfazfico-MG) ressaltam que a decisão pelo índice de 5,4% é política, visto que o balanço financeiro do estado apresentaria condições para um repasse maior. Agora, a tramitação do Projeto de Lei na Assembleia Legislativa deve ser acompanhada de perto por mobilizações das categorias, que buscam ampliar o percentual durante as discussões parlamentares antes da sanção final do governador.







