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A AngloGold Ashanti retomou a operação da Planta 2 do Complexo Industrial do Queiroz, em Nova Lima, após um investimento de aproximadamente R$ 105 milhões. Com a reativação, as duas unidades industriais do complexo passam a funcionar integralmente, ampliando a capacidade de processamento das operações da mineradora em Minas Gerais.

O investimento foi apresentado pela companhia durante a Exposibram 2026, realizada nesta semana no Expominas, em Belo Horizonte. Segundo a empresa, a retomada incluiu intervenções em tecnologia, automação e sistemas de tratamento de efluentes.

A Planta 2 integra as Operações Cuiabá e faz parte da estrutura de processamento de ouro mantida pela AngloGold Ashanti no estado.

Planta poderá processar 280 mil toneladas por ano

Com a unidade novamente em funcionamento, a estrutura poderá alcançar uma capacidade de processamento de 280 mil toneladas de material por ano, de acordo com os dados divulgados pela mineradora.

O projeto de retomada também movimentou mão de obra durante a execução das intervenções. A AngloGold Ashanti informa que foram gerados aproximadamente 220 postos de trabalho durante as obras.

A empresa não detalhou, no material divulgado, quantos desses trabalhadores permanecerão vinculados à operação após a conclusão dessa etapa.

Entre as mudanças realizadas na Planta 2 estão melhorias nos sistemas de automação e tecnologia e intervenções relacionadas ao tratamento de efluentes.

Para o presidente da AngloGold Ashanti Latam, Luis Lima, o investimento amplia a estrutura industrial disponível para as operações brasileiras.

“A retomada da Planta 2 representa um marco importante para a AngloGold Ashanti. Além de ampliar nossa capacidade industrial, fortalece a competitividade das operações brasileiras e demonstra nossa confiança no potencial do país e no crescimento sustentável do negócio”, afirmou.

Complexo também produz ácido sulfúrico

Além do processamento ligado à produção de ouro, o Complexo Industrial do Queiroz possui capacidade para produzir até 240 mil toneladas de ácido sulfúrico por ano.

Segundo a AngloGold Ashanti, o produto é obtido a partir do aproveitamento de materiais gerados durante o beneficiamento do ouro. O ácido sulfúrico resultante do processo pode ser utilizado por diferentes segmentos industriais, entre eles os de fertilizantes, papel e celulose, siderurgia, mineração e tratamento de água.

A companhia apresenta esse aproveitamento como parte de sua estratégia de redução de resíduos e economia circular.

Operações de ouro da AngloGold Ashanti em Minas Gerais

A AngloGold Ashanti mantém em Minas Gerais estruturas que abrangem diferentes etapas da produção mineral, da pesquisa e lavra ao beneficiamento, fundição e refino do ouro.

A empresa informa possuir atualmente mais de 6,3 mil trabalhadores diretos e indiretos no Brasil. Na Planta Queiroz, as mulheres correspondem a 25% da força de trabalho, segundo os números divulgados pela companhia.

A mineradora tem uma história de 192 anos de atuação no Brasil e mantém minas, unidades de beneficiamento e instalações metalúrgicas em Minas Gerais. O grupo AngloGold Ashanti tem sede em Londres e operações distribuídas por países da África, das Américas e da Austrália.

Principais números do investimento

IndicadorInformação
Investimento na retomadaR$ 105 milhões
LocalNova Lima (MG)
UnidadePlanta 2 do Complexo Industrial do Queiroz
Capacidade de processamentoaté 280 mil toneladas/ano
Produção de ácido sulfúricoaté 240 mil toneladas/ano
Postos de trabalho durante as obrasaproximadamente 220
Participação feminina na Planta Queiroz25%
Rodolpho Bohrer

Sócio-proprietário e fundador do Mais Minas e jornalista em formação pela Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB). Redator de cidades, tecnologia e política, além de link builder na Agência MaisPost. Em 2026, foi um dos repórteres vencedores do prêmio estadual "Tributação e Justiça Social", promovido pelo Sindicatos dos Jornalistas Profissionais do Estado da Bahia (SINJORBA).