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Atingidos pelo desastre de Mariana podem ter gratuidade no pedágio das BRs 381 e 262

Rômulo Soares 22 de setembro de 2021 às 18:48
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3 min
Foto: Facebook/Angelo Oswaldo
Foto: Facebook/Angelo Oswaldo

Nessa terça-feira, 21 de setembro, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), recebeu uma delegação de prefeitos mineiros e capixabas para debater sobre as compensações devidas em decorrência do desastre da Barragem de Fundão, em Mariana, no dia 5 de novembro de 2015, causando 19 mortes, destruição de comunidades e contaminação do Rio Doce .

Uma das pautas discutidas entre os Municípios e Rodrigo Pacheco foi a repactuação referente ao rompimento da barragem de Fundão. O prefeito interino de Mariana, Juliano Duarte (Cidadania), solicitou que o acordo que aconteceu em Brumadinho seja referência para uma futura decisão na cidade Primaz de Minas Gerais.

Mariana pode ser a cidade com o maior repasse financeiro entre as cidades atingidas e, segundo Juliano Duarte, todo o valor será revestido em ações de desenvolvimento no município.

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Uma outra solicitação feita pelos representantes dos municípios atingidos pelo rompimento da Barragem de Fundão é que os cidadãos das cidades sejam totalmente isentos do pagamentos dos pedágios da concessão das BRs 381 e 262.

O pedágio previsto para BR-381/262/MG/ES terá R$ 0,12477/km em pista simples e R$ 0,17468/km em pista dupla.

Atingidos pelo desastre de Mariana podem ter gratuidade no pedágio das BRs 381 e 262
Foto: Facebook/Juliano Duarte

O prefeito de Ouro Preto, Angelo Oswaldo (PV), também esteve presente no Congresso Nacional, tendo promovido a adesão da Cidade Patrimônio Mundial da Humanidade ao grupo do Rio Doce e à demanda em favor da inclusão do município ouro-pretano na reparação dos danos da Samarco.

Angelo Oswaldo também informou que, ao lado do secretário Zaque Astoni, participou de uma outra reunião em particular com o senador Rodrigo Pacheco para tratar de diversas demandas de Ouro Preto.

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Novo acordo

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) está realizando audiências para uma negociação de um novo acordo de reparação. A primeira contou com a presença das pessoas atingidas pelo rompimento da barragem de Fundão em Mariana. No total, serão três audiências, a fim de conseguir mais informações sobre o desastre e os danos socioambientais causados pela tragédia.

As informações serão encaminhadas ao Observatório Nacional sobre Questões Ambientais, Econômicas e Sociais de Alta Complexidade e Grande Impacto e Repercussão, além das partes envolvidas nas negociações do novo acordo de reparação.

A situação está na Justiça Federal e no CNJ e prevê o cálculo de indenização que já passa de R$ 100 bilhões. A discussão de um novo acordo de reparação acontece, pois, quase seis anos depois do rompimento da barragem de Mariana, os atingidos que tiveram suas casas destruídas pela lama seguem sem perspectiva de retorno ao lar.

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O terceiro prazo de entrega dos reassentamentos completou seis meses de vencimento em agosto e apenas 10 das 247 casas do novo Bento Rodrigues foram finalizadas, de acordo com a Fundação Renova. Em Paracatu de Baixo, outra comunidade atingida pela lama, a lentidão na entre das residências é ainda maior, sem nenhuma parede das casas construída.