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A Samarco realizou, em abril, o pagamento de R$ 6,82 bilhões referente à terceira parcela do Novo Acordo do Rio Doce. O montante é destinado ao financiamento de políticas públicas em nível federal, estadual e municipal, conforme cronograma homologado pelo Supremo Tribunal Federal.

Com o novo repasse, o total de recursos já executados dentro das chamadas obrigações de pagar chega a R$ 17,69 bilhões. Os valores são transferidos aos entes governamentais, responsáveis pela aplicação em projetos e ações voltadas à população atingida.

Segundo a empresa, os repasses seguem um planejamento de longo prazo, com previsão de execução ao longo de 20 anos. A destinação dos recursos ocorre de forma periódica, com foco na continuidade de políticas públicas.

Aplicação dos recursos

Os valores são direcionados para áreas como saúde, saneamento, infraestrutura e programas de transferência de renda. Parte dos recursos também é utilizada no fortalecimento do Sistema Único de Saúde e em ações voltadas a pescadores e comunidades impactadas.

Na área de saneamento, estudos apontam que investimentos podem gerar redução de custos no sistema de saúde. Já as obras de infraestrutura contribuem para a geração de empregos diretos e indiretos.

Entre os projetos previstos está a duplicação da BR-356, no trecho entre Ouro Preto e Mariana. No Espírito Santo, o acordo também contempla obras como a duplicação da BR-262.

Embora grande parte dos recursos seja destinada à União e aos governos estaduais, a aplicação ocorre em projetos executados nos municípios incluídos no acordo.

Execução de ações diretas

Além dos repasses financeiros, a Samarco mantém a execução de ações previstas no acordo. Entre elas estão a construção dos distritos de Novo Bento Rodrigues e Paracatu, além de iniciativas de reparação ambiental e pagamento de indenizações.

A empresa também segue com programas como o Programa Indenizatório Definitivo, voltado ao pagamento de compensações financeiras.

Distribuição dos recursos

Até o momento, os valores acumulados dentro das obrigações de pagar estão distribuídos da seguinte forma:

  • União: R$ 9 bilhões destinados a áreas como pesca, saúde e infraestrutura
  • União: R$ 1 bilhão para povos e comunidades tradicionais
  • Minas Gerais: R$ 3,95 bilhões para o estado e R$ 231,1 milhões para municípios
  • Espírito Santo: R$ 2,35 bilhões para o estado e R$ 85,1 milhões para municípios
  • Instituições de Justiça: R$ 1,06 bilhão

Já as chamadas obrigações de fazer, que incluem indenizações, auxílios financeiros, obras e ações ambientais, somam R$ 24,4 bilhões.

Rodolpho Bohrer

Sócio-proprietário e fundador do Mais Minas e jornalista em formação pela Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB). Redator de cidades, tecnologia e política, além de link builder na Agência MaisPost. Em 2026, foi um dos repórteres vencedores do prêmio estadual "Tributação e Justiça Social", promovido pelo Sindicatos dos Jornalistas Profissionais do Estado da Bahia (SINJORBA).