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A alimentação como sinal de status e poder na Antiguidade e na Idade Média

Franciele Santana 20 de janeiro de 2021 às 11:42
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3 min
Foto: Biblioteca de Imagens do Canva
Foto: Biblioteca de Imagens do Canva

Durante a idade antiga, a alimentação era baseada basicamente pela pesca e cultivo de alimentos. No Egito surgia, nesse período, a fabricação de pão, que foi se tornando a base da alimentação de todas as classes sociais, sendo também muito comum o consumo de vinho, cebola e mel.

Já com os gregos surgiu o costume de associar o ato de receber em casa com a oferta de preparações alimentícias, visto que quando se recebiam convidados especiais as refeições eram preparadas pelos próprios donos da casa, em vez de por seus escravos, a fim de se proporcionar uma refeição mais elaborada.

Era comum consumirem trigo, mel, azeite, tâmaras, amêndoas além de fazerem uso de temperos a base de alho poró, orégano e coentro. A culinária romana foi bastante influenciada pela grega, porém se tornou mais refinada sendo que eram servidos grandes banquetes preparados por renomados cozinheiros de Roma, demonstrando toda a riqueza e ascensão social.

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Na Idade Média, as especiarias e ervas aromáticas eram usadas em banquetes para ostentar riqueza. Durante a história, Portugal, Espanha e Veneza competiram no financiamento de viagens marítimas visando descobrir centros produtores de especiarias e apoderar-se deles, dessa forma, o poder econômico e o monopólio do comércio passaram por vários povos criando, assim, uma troca, bem como uma grande variedade  de cultura, hábitos, culinária e conhecimentos.

A comida se tornou um sinal importante de distinção social. Como o transporte era lento e as técnicas de processamento agroalimentar não eram tão eficientes, o comércio de alimentos por longas distâncias era extremamente caro, dessa forma, a comida dos nobres era mais refinada e estava mais exposta a influências estrangeiras do que a consumida pelas pessoas pobres.

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Havia o costume fazer apenas duas refeições por dia: um almoço e um jantar, com a possibilidade de pequenos lanches, entre as refeições. O café da manhã era servido principalmente pelas classes trabalhadoras, para idosos e doentes, enquanto as classes com mais posses encaravam a interrupção matinal do jejum noturno como um pecado de gula.

Ainda nesse período, jantares noturnos com consumo significativo de álcool eram considerados imorais, pois os excessos eram atribuídos como uma exposição de fraqueza, enquanto o consumo de álcool com moderação era visto como sinal de longevidade.

Desde os primórdios, a alimentação assumia papel muito maior do que de apenas suprir nutrientes e matar a fome, sendo um importante parâmetro de representação e caracterização de um povo e suas peculiaridades.

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* Esse texto é um artigo de opinião do colunista e pode não representar à posição do portal Mais Minas sobre o assunto.

Última atualização em 31 de agosto de 2021 às 11:56