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Quanto de atenção você oferece às suas refeições?

Quando se está assistindo televisão adota-se uma postura mais relaxada e gera-se uma distração com a programação escolhida. Assim, optar por fazer alguma refeição durante esse momento, faz com que haja uma diminuição da saciedade e da percepção da quantidade de alimentos ingerida.

Franciele Santana 9 de dezembro de 2020 às 11:18
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Foto: Biblioteca de Imagens do Canva
Foto: Biblioteca de Imagens do Canva

Quantas vezes em sua infância você foi advertido sobre comer enquanto assiste televisão? E quão comum é pra você, hoje, fazer suas refeições enquanto se atualiza nas redes sociais ou coloca em dia os episódios daquela sua série favorita?

Quando se está assistindo televisão adota-se uma postura mais relaxada e gera-se uma distração com a programação escolhida. Assim, optar por fazer alguma refeição durante esse momento, faz com que haja uma diminuição da saciedade e da percepção da quantidade de alimentos ingerida, o que possibilita que seja consumido mais do que se consumiria em outra situação.

Como fator agravante podemos citar que muitos programas e filmes geram certo estresse, o que aumenta ainda mais o impulso alimentar. Essa prática além de favorecer o desenvolvimento de sobrepeso, devido ao consumo energético excessivo, pode causar possíveis problemas como engasgos e dores de estômago devido à forma mecânica com que os alimentos são levados à boca, bem como a falta de mastigação adequada.

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O entretenimento oferecido pela televisão em muitos casos substitui horas de sono e, como consequência, de noites mal dormidas pode-se observar maior ingestão calórica no dia seguinte e uma redução na disposição para atividade física devido ao cansaço. A ansiedade gerada pela falta de descanso também aumenta a tendência ao consumo de alimentos calóricos.

Os lanches escolhidos para acompanhar o momento da TV, sobretudo pelas crianças, geralmente são aqueles ricos em gorduras, açúcar e sal, como é o caso dos biscoitos, salgadinhos, refrigerantes e sucos. O que justifica que essa prática não seja condizente com uma rotina saudável.

Assim como acontece com a televisão, o computador e smartphones estão relacionados à má alimentação, visto que muitas vezes, na correria do dia a dia, as refeições são feitas enquanto se finaliza algum trabalho, ou enquanto, por meio da internet, se verifica o que acontece no mundo. Para tanto, geralmente opta-se por comidas rápidas e calóricas, que são consumidas sem serem devidamente apreciadas, visto que a atenção está toda voltada para outra atividade. Além disso, perde-se também, em termos de higiene, pois a superfície da mesa de trabalho, o teclado do computador ou a tela do celular acumulam quantidade considerável de bactérias.

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Para evitar a falta de qualidade de vida, reserve sua hora de almoço, ou pelo menos um tempo de descanso de meia hora para que possa comer de forma adequada, fornecendo prazer na alimentação além de simplesmente calorias e nutrientes.

No caso das crianças é importante que os pais definam horários para as refeições e mostrem por meio de exemplos que o momento da alimentação precisa ser prazeroso e tranquilo, pois as crianças têm o comportamento dos pais como referência. Para isso, é importante que as preparações sejam variadas, coloridas e com sabor, pois isso facilitará que se prenda a atenção delas no ato alimentar.

O problema em si não está em assistir televisão, ou usar o celular enquanto se alimenta, mas sim no fato de que dessa forma os alimentos são consumidos sem que se dê conta das quantidades, dos sabores, etc. Uma alimentação adequada vai muito além do consumo de nutrientes, é preciso que ela seja prazerosa e segura, para tanto é essencial que as refeições sejam realizadas com atenção plena. Pratique a atenção plena na sua alimentação e em qualquer outra atividade realizada no seu dia a dia e desfrute do máximo de qualidade de vida que você precisa para estar saudável.

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* Esse texto é um artigo de opinião do colunista e pode não representar à posição do portal Mais Minas sobre o assunto.

Última atualização em 31 de agosto de 2021 às 11:27