Minas Gerais encerrou a Semana Santa de 2026 com aumento na movimentação turística e forte presença de manifestações religiosas e culturais em todas as regiões do estado. Os dados consolidados do programa Minas Santa indicam crescimento na participação de municípios, visitantes e atividades ao longo do período.
De acordo com o balanço apresentado pelo Governo de Minas, o programa alcançou 486 municípios cadastrados e reuniu 667 ritos em sua programação oficial. Ao todo, cerca de 610 mil visitantes circularam pelo estado durante o período, número 11% superior ao registrado em 2025.
A distribuição das celebrações segue como uma das principais características da Semana Santa mineira. Diferentemente de outros destinos turísticos concentrados, as atividades ocorrem nos 853 municípios do estado, além de milhares de distritos, vilas e povoados, envolvendo comunidades em diferentes escalas.
Essa capilaridade se reflete também na diversidade das manifestações. Procissões, encenações, concertos, tapetes devocionais, celebrações litúrgicas e eventos culturais foram realizados em igrejas, ruas, praças e espaços públicos em todas as regiões.
A movimentação também foi registrada nos principais pontos de entrada do estado. O Aeroporto Internacional de Belo Horizonte contabilizou cerca de 214 mil passageiros durante o período, com aumento em relação ao ano anterior e reforço na malha aérea com voos extras. Já a Rodoviária de Belo Horizonte registrou mais de 144 mil viajantes.
Na rede hoteleira, a taxa média de ocupação chegou a 88%, indicando aquecimento do setor em cidades históricas, polos regionais e destinos turísticos distribuídos pelo território mineiro.
Além do fluxo turístico, a Semana Santa em Minas se destaca pela dimensão cultural e histórica. Levantamento do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais aponta a existência de mais de 600 ritos distintos relacionados ao período, muitos deles preservados há séculos e reconhecidos como patrimônio cultural.
Cidades como Ouro Preto, Mariana e São João del-Rei mantêm tradições que remontam aos séculos XVII e XVIII. Ao mesmo tempo, outras localidades, como santuários, centros urbanos e comunidades do interior, também participam do ciclo religioso, reforçando o caráter abrangente da celebração no estado.
A programação de 2026 também incluiu manifestações contemporâneas, como eventos ligados a diferentes expressões religiosas, ampliando o alcance da agenda cultural durante o período.
Segundo o secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas Oliveira, o crescimento do Minas Santa está associado à valorização de uma tradição já existente. “O programa reconhece, organiza e projeta uma tradição que já vive no cotidiano das comunidades. A Semana Santa alcança todo o estado e mobiliza diferentes territórios”, afirmou.
O governador Mateus Simões destacou o impacto econômico e territorial do período. “A valorização da cultura e da religiosidade contribui para a geração de renda e para o fortalecimento das economias locais”, declarou.
Com os resultados de 2026, o Minas Santa se consolida como política pública contínua e reforça a posição de Minas Gerais como principal referência nacional em turismo religioso e cultural durante a Semana Santa.







