Ouro Preto perdeu 69 postos de trabalho com carteira assinada entre janeiro e julho de 2026, segundo dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), vinculado ao Ministério do Trabalho e Emprego. No período, o município registrou 7.125 admissões e 7.194 desligamentos.

O resultado de Ouro Preto segue uma direção diferente da registrada em Mariana, Itabirito e no conjunto de Minas Gerais. Itabirito criou 649 empregos formais nos sete primeiros meses do ano e Mariana, 509. No estado, o saldo chegou a 113.981 novos postos de trabalho.

Entre as três cidades da região analisadas, Ouro Preto foi a única a chegar ao fim de julho com mais desligamentos do que admissões no ano. Mariana e Itabirito, juntas, abriram 1.158 postos formais no período.

Minas criou quase 114 mil empregos em sete meses
Minas Gerais contabilizou 1.725.184 admissões e 1.611.203 desligamentos entre janeiro e julho, o que deixou saldo positivo de 113.981 empregos formais. O estoque chegou a 4.973.307 vínculos, com crescimento de 2,35% no período.
O resultado colocou Minas Gerais na segunda posição entre os estados que mais criaram empregos no país em números absolutos, atrás apenas de São Paulo, que acumulou 267.107 novos postos. O Paraná apareceu em terceiro, com 68.243.
Somente em julho, Minas criou 5.199 empregos, também o terceiro maior saldo mensal do país, atrás de São Paulo e Mato Grosso.
Serviços lideram geração de vagas em Minas
Quase todos os grandes setores da economia mineira ampliaram o número de trabalhadores formais entre janeiro e julho.
Serviços apresentou o maior saldo, com 46.357 novos empregos, resultado de 720.636 admissões e 674.279 desligamentos.
A agropecuária veio em seguida, com 31.499 postos criados. A construção abriu 21.605 vagas e a indústria, outras 16.806.
O único grande setor mineiro com resultado negativo foi o comércio, que perdeu 2.281 postos no acumulado.
No país, o movimento foi semelhante em relação ao comércio. De janeiro a julho, o Brasil criou 972.203 empregos formais, enquanto o comércio foi o único dos cinco grandes grupamentos a terminar o período no negativo.
Construção puxa resultado de Ouro Preto para baixo

Em Ouro Preto, justamente um dos setores que mais criaram empregos no conjunto de Minas teve o pior resultado local.
A construção civil perdeu 236 postos no município entre janeiro e julho. Foram 2.836 admissões e 3.072 desligamentos.
A indústria também encerrou o período no negativo, com 76 empregos a menos, depois de 857 admissões e 933 desligamentos.
Os serviços amenizaram as perdas e criaram 202 postos de trabalho, após 2.123 contratações e 1.921 desligamentos. A agropecuária teve saldo positivo de 25 e o comércio abriu 16 vagas líquidas.
O resultado final foi uma redução de 0,30% no estoque de empregos formais de Ouro Preto.
A diferença da construção chama atenção: enquanto o setor abriu 21.605 postos em Minas Gerais, Ouro Preto perdeu 236 empregos nessa atividade.
Julho também foi negativo em Ouro Preto
No resultado isolado de julho, Ouro Preto fechou 86 postos de trabalho. Mariana também terminou o mês no negativo, com perda de 101 empregos, mas continuou com saldo acumulado positivo de 509 vagas no ano.
Itabirito seguiu abrindo postos e registrou saldo positivo de 170 empregos em julho, elevando para 649 o número de vagas criadas desde janeiro.
Os dados de julho são os mais recentes disponíveis no Novo Caged. A competência foi divulgada pelo Ministério do Trabalho e Emprego em 28 de agosto. Os números referentes a agosto estão previstos para 29 de setembro.
Posicionamento do Município de Ouro Preto
A gerência de comunicação da prefeitura de Ouro Preto, vinculada à Chefia de Gabinete, foi procurada na tarde desta sexta-feira (4), mas não respondeu ao pedido de posicionamento até o fechamento desta matéria. O Mais Minas segue aberto para atualizar a notícia caso a prefeitura resolva se manifestar.







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