Neste mês de fevereiro, o Trem da Vale de de Mariana e Ouro Preto, uma das rotas turísticas mais emblemáticas de Minas Gerais, iniciou seu processo de restauração. A intervenção é uma aposta estratégica para reaquecer o turismo na Região dos Inconfidentes. As atividades da linha seguem, no entanto, sem previsão previsão de retorno.
A retomada do trem é vista como essencial para o desenvolvimento sustentável da região. Durante o período de hiato, iniciado em 2020, em meio a pandemia da COVID-19, a Vale manteve ações de conservação, mas a restauração atual foca na viabilização prática do retorno das atividades, buscando garantir segurança e conforto para os futuros passageiros.
O passeio, que possui cerca de 18 quilômetros de extensão, é famoso por suas belas paisagens naturais e suas estações ferroviárias históricas que funcionam como pontos de encontro e centros culturais. Em Ouro Preto, a Estação Ferroviária está localizada na Praça Cesário Alvim, ou simplesmente ”Praça da Estação”, próximo ao Morro da Forca. Já a Estação Ferroviária de Mariana fica na Av. Manuel Leandro Corrêa, próxima ao prédio da Prefeitura Municipal.
Ferrovia histórica
Construída no final do século XIX, a antiga ‘Maria-Fumaça’, hoje Trem da Vale, nasceu com a missão de ligar a então capital da província de Minas Gerais ao Rio de Janeiro. A Estação de Ouro Preto e uma pequena linha que passava por Miguel Burnier, Mariana e posteriormente à Ponte Nova, foi Inaugurada em julho de 1889 por Dom Pedro II e pela Princesa Isabel. Mas logo sem mais planos de ampliação, foi utilizada, até a metade do século XX pela Escola de Minas por meio do curso de Engenharia Metalúrgica que tinha seu polo ali próximo à Estação, no atual Centro de Convenções da UFOP. Após enfrentar um abandono na década de 1980, o ramal ferroviário foi resgatado pela Vale nos anos 2000, sendo devolvido a população em 2006 como um dos principais roteiros turísticos de Minas Gerais.







