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A Samarco divulgou na sexta-feira (8) os resultados operacionais do primeiro trimestre de 2026. Entre janeiro e março, a mineradora produziu 3,8 milhões de toneladas de pelotas e finos de minério de ferro, crescimento de 18% em relação ao mesmo período do ano passado.

Os dados foram apresentados durante uma transmissão voltada a investidores e, segundo a empresa, indicam a consolidação de um novo patamar de produção dentro do processo de retomada operacional iniciado após o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana.

As vendas totalizaram 3,2 milhões de toneladas no trimestre, alta de 12% na comparação com os três primeiros meses de 2025.

O que impulsionou os resultados?

Segundo a Samarco, o crescimento das vendas foi sustentado pela demanda internacional e pelo aumento gradual da produção ao longo do processo de retomada operacional.

A empresa informou ainda que o desempenho do trimestre reflete uma normalização do ritmo de embarques após antecipações realizadas no fim de 2025.

O preço médio realizado das pelotas foi de US$ 130,3 por tonelada, avanço de 2% em relação ao trimestre anterior. Apesar disso, a mineradora apontou pressão nos preços quando comparados ao mesmo período do ano passado.

O presidente da empresa, Rodrigo Vilela, afirmou que os números demonstram maior estabilidade na operação.

“Os resultados do primeiro trimestre mostram a consolidação de um novo patamar de produção, com mais estabilidade e previsibilidade”, declarou.

Como a empresa avalia o cenário?

O diretor Financeiro, de Estratégia e Suprimentos da Samarco, Gustavo Selayzim, afirmou que a empresa enfrentou um cenário global considerado desafiador, mas avaliou o trimestre como consistente.

Segundo ele, houve equilíbrio entre produção, vendas e condições comerciais, mesmo diante da volatilidade internacional do mercado de minério de ferro.

A mineradora informou que atualmente opera com cerca de 60% da capacidade produtiva instalada.

Em 2025, a empresa registrou produção de 15,1 milhões de toneladas e vendas de 15,9 milhões de toneladas. A receita líquida foi de US$ 1,9 bilhão, enquanto o EBITDA ajustado alcançou US$ 1,1 bilhão.

Quais são os próximos passos da retomada?

A Samarco informou que mantém como prioridade o cumprimento do Novo Acordo do Rio Doce e a ampliação gradual da capacidade operacional.

Para atingir 100% da capacidade produtiva instalada, a empresa prevê investimentos de R$ 13,8 bilhões no chamado “Momento 3”, etapa que inclui reativação de ativos no Complexo de Germano, em Mariana, e em Ubu, no Espírito Santo.

A expectativa da mineradora é atingir a operação total a partir de 2028.

Segundo a empresa, o processo está baseado em métodos de disposição de rejeitos sem utilização de barragens convencionais.

O que a empresa informou sobre segurança?

A Samarco afirmou que manteve conformidade com os requisitos de segurança de barragens durante o período analisado.

Segundo a companhia, a operação segue parâmetros ligados ao Padrão Global da Indústria sobre Gerenciamento de Rejeitos.

A empresa também informou que o avanço operacional está associado a práticas de disposição de rejeitos consideradas mais seguras no atual modelo de retomada.

Rodolpho Bohrer

Sócio-proprietário e fundador do Mais Minas e jornalista em formação pela Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB). Redator de cidades, tecnologia e política, além de link builder na Agência MaisPost. Em 2026, foi um dos repórteres vencedores do prêmio estadual "Tributação e Justiça Social", promovido pelo Sindicatos dos Jornalistas Profissionais do Estado da Bahia (SINJORBA).