Asas & Poesias

Eu Próprio e o Amor no Tempo

No meu Eu Próprio posso sentir as palavras e vivenciar os encontros com a poesia. A inspiração me conduz a outros tempos…E a filosofia me faz desejar pensar e questionar sobre as coisas dos quais acontecem no meu cotidiano.

Ó minha luz e palavras consonantais,
Que buscam em mim a face do amor,
Numa pequena voz que se esconde
No mais profundo do poeta
Que numa inspiração
Se percebe em ‘estado de filosofia’,
No qual penso e logo chega a conclusão
De que a existência é uma estrela
A guia-lo pelo caminho do encantamento.
Enquanto se encanta com os sonhos,
Os sorrisos e as belas maneiras
De viver as nobrezas da poesia,
Confessa estar em plena imaginação,
Quando encontra com o EU PRÓPRIO.
E este EU PRÓPRIO está na linguagem
De cada dia em que se pode experimentar
As revelações do sagrado no tempo…
É tão bom poder chegar aos campos,
E contemplar em toda a sua extensão
As belezas de uma criação perfeita!
Infelizmente sou também uma criatura
A passar por tentações e fortes ações
Contrárias dos quais eu não desejaria passar,
Mas, no ato de um crescimento em todas as dimensões,
Vejo por bem, entrar em conflito com meu EGO

Qual é ou foi o seu encontro com o EU PRÓPRIO?
Conte-me: [email protected]

Amor no Tempo

“Não é por mim mesmo que escrevo tais versos, mas por algo maior, uma sacralidade no qual toma meu ser íntimo e o deixa belo em sua maneira de encontrar nas coisas a alegria de poder sempre estar e continuar vivo”.

Não é por mim mesmo que escrevo tais versos, mas por algo maior, uma sacralidade no qual toma meu ser íntimo e o deixa belo em sua maneira de encontrar nas coisas a alegria de poder sempre estar e continuar vivo. Sou poeta é inegável o fato de que sempre vou estar neste ramo de descobertas de um amor incompreendido. Podemos pensar…Amor incompreendido? Sim, foi exatamente isto a minha colocação. Até pelo simples motivo de ser ter as poesias livres não sendo tanto valorizada.

Espero que o amor não seja um desvalor para as pessoas, e venha também a ser extinto dos corações dos seres humanos. Venho questionar a maneira correta de como este amor acaba por ser praticado em nosso meio. Tenho visto esta ternura se tornando palavras manchadas de violência e de medo. Não sabemos mais o que é amar. Não devemos nos acostumar com o sentido que esta palavra nos traz, e sim, transformar este sentido, no qual não compreendemos plenamente em a ‘prática absoluta dos sentimentos’.

Doe-me, e confesso, caminhar com a alma a enxergar tanta falta de linguagem feita de ódio e de atitudes a não trazer nada de benéfico para as pessoas. A poesia é a esperança que ainda aposto, mesmo tudo parecendo o contrário. Se a verdade é transbordar de amor em de dentro para fora, por qual razão cultivamos a ‘cultura da negatividade’? Qual as circunstâncias a nos levar a sermos seres de luzes apagadas ao invés de luzes a iluminar a estrada do Outro?

De uma frase de Saramago, vem a certeza de que o espelho e os sonhos têm as suas semelhanças prováveis. O espelho e os sonhos são coisas semelhantes, é como a imagem do homem diante de si próprio. E quem é o homem se paramos para pensar? O que somos capazes de refletir nesta nossa existência, ainda que curta? Gostaria de poder ouvir os poetas do presente, do qual em outrora tentaram ser espelhos para os de sua época. Acordei com a inspiração de um menino e a consciência de quem tem muito a fazer.

Qual seria o reflexo do amor na sua opinião?
Conte-me: [email protected]

Asas e Poesias é uma coluna de poesias escrita pelo poeta Ricardo Oliveira com liberdade de levar mais suavidade para a vida do ser humano.

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