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sábado, 1 outubro 2022

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Transformismo Eleitoral

Pedro Luiz Teixeira de Camargo
Pedro Luiz Teixeira de Camargo
Pedro Luiz Teixeira de Camargo (Peixe) é Biólogo e Professor, Dr. em Ciências Naturais e Docente do IFMG.

De dois em dois anos é chegada a época das eleições, alternando entre as municipais ou estaduais e federais, que são juntas. Curiosamente, sempre neste período observamos o mesmo fenômeno, o que denomino transformismo eleitoral, que é o tema do texto de hoje.

O tal transformismo eleitoral não é nada mais que o velho oportunismo eleitoreiro travestido de uma nova roupagem, em geral denominada “nova política”. Essa turma, que em geral são as velhas caras de sempre, quando não estão diretamente na urna, apresentam alguém como postulante ao cargo eletivo.

É curioso observar como roda dinheiro nesta época, tem candidato que tem prestação de conta de milhões de reais, dá até para questionar de onde vem tanta grana para fazer campanha numa cidade do interior de Minas Gerais.

Uma coisa curiosa que pouca gente observa é quem são estas pessoas que nos são apresentadas por seus cabos eleitorais bianualmente, elas têm algum compromisso social ou são meros aventureiros que não tem nada a oferecer de volta para o povo?

Um bom candidato é aquele, penso eu, que sabe a função do cargo que está concorrendo, é vinculado ideologicamente a um partido, tem profissão e não vive da política, ou seja, enxerga no mandato eletivo uma forma de contribuir com a sociedade, não de se dar bem.

O problema é que nem sempre isso é olhado, sendo decisivo na hora do voto o que muitos chamam de “compromisso eleitoral”, que nada mais é que a velha compra de votos. Ou seja, muitos acabam por negociar seu sufrágio sem entender as consequências de sua ação.

Quando nos revoltamos com os deputados e senadores, precisamos lembrar que eles só estão lá porque teve gente para votar neles, ou seja, foram eleitos. É triste constatar que nosso congresso nacional é o espelho da nossa sociedade, portanto antes de nos rebelarmos, precisamos observar as consequências de nossos atos, como a comercialização do voto.

Será que vale a pena ganhar tijolo e cimento e em troca perder os direitos básicos de cidadania? Pode parecer exagero, mas é exatamente o que aconteceu quando muitos elegeram parlamentares que votaram a favor da reforma trabalhista, flexibilizando e destruindo direitos conquistados a duras penas pelos trabalhadores.

Veja bem, na hora de exercer o seu voto, pense nas consequências e no transformismo eleitoral que falamos, pesquise quem é a pessoa que faça jus a sua escolha e não caia nas indicações de políticos profissionais que vivem apenas de explorar os mais humildes.

Lembre-se, são 30 segundos de ação e 4 anos de arrependimento.

* Esse texto é um artigo de opinião do colunista e pode não representar a posição do portal Mais Minas sobre o assunto.

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