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CSN suspende operação em mina de Congonhas, após vazamento

Segundo a empresa, a suspensão ocorreu devido aos registros de chuva forte na cidade nos últimos dias.
Rômulo Soares 10 de janeiro de 2022 às 17:10
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4 min
Foto: Reprodução / Gilson Resende / Youtube
Foto: Reprodução / Gilson Resende / Youtube

Após constar um vazamento de água em uma barragem da mina Casa de Pedra, em Congonhas, no final de semana, a CSN Mineração anunciou, na segunda-feira, 10 de janeiro, a suspensão temporária das atividades de extração e movimentação no local.

De acordo com moradores da cidade, o problema teria ocorrido no dique sela da barragem Casa de Pedra, uma das maiores estruturas de contenção de rejeitos localizadas em área urbana do estado. 


Segundo a empresa, a suspensão ocorreu devido aos registros de chuva forte na cidade nos últimos dias. O anúncio foi feito através de um comunicado enviado a investidores, em que a CSN Mineração e a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) informaram que vão adotar “todas as medidas necessárias para a manutenção de sua operação, respeitando os cuidados necessários para garantir a segurança dos empregados e das comunidades”.  

A CSN diz ainda que espera retomar as atividades gradualmente nos próximos dias, se houver condições climáticas favoráveis. No comunicado, a empresa ainda informa que a operação portuária de carregamento de minério no Terminal de Carvão em Itaguai, no Rio de Janeiro, também foi suspensa “em virtude do alto grau de umidade verificado no local”. 

No domingo (9), após tentativas negadas por parte da CSN Mineração de acessos de fiscais da Defesa Civil de Congonhas à barragem de Casa de Pedra, a Justiça foi acionada.

A Justiça de Conselheiro Lafaiete autorizou a Prefeitura de Congonhas a fiscalizar a segurança da estrutura, que tem deixados os moradores receosos, com medo de um eventual rompimento, sobretudo devido ao volume de chuvas que caem na região nos últimos dias. 

A Justica deu um prazo de 24 horas pra que a CSN Mineração se manifestar, informando se de fato a empresa impediu os trabalhos da Defesa Civil e o porquê de ter tomado tal atitude.

Posição da Prefeitura de Congonhas

No sábado, 8 de janeiro, a Prefeitura de Congonhas divulgou um comunicado oficial afirmando que nenhuma alteração na estabilidade das barragens foi constatada e que, em caso de qualquer anormalidade, todas as medidas de segurança serão tomadas.

Porém, com a grande repercussão nas redes sociais, principalmente por parte de moradores de Congonhas questionando a veracidade das informações divulgadas, o prefeito municipal, Cláudio Antônio (MDB) disse no domingo, 9 de janeiro, através das redes sociais da prefeitura, que aguardará os laudos da Agência Nacional de Mineração (ANM) e a visita técnica do Município para consolidar esses dados e teremos mais notícias a partir daí.

“A ANM visitou o local da barragem junto dos técnicos da CSN. A equipe técnica do Município compareceu até a barragem no final da tarde e, fazendo essa visita, percebeu-se que há um vazamento de água que é normal, na calha, quando ultrapassa os limites da barragem. Nesse local teria havido, ontem, uma queda de talude natural, que foi filmado e divulgado. Esse talude natural, segundo os técnicos da CSN, não compromete a segurança da barragem. Mais estudos serão relatados, após o laudo feito pela ANM e amanhã (hoje) a equipe de Congonhas visitará novamente o local com engenheiros e técnicos da Defesa Civil, para apurar com mais detalhes o fato que está ocorrendo lá. Dessa forma, podemos dizer que, segundo os dados da empresa que faz o laudo e auditoria para a CSN, não há nada de novo que venha provocar insegurança”, afirmou o prefeito de Congonhas.

Paralisação na Vale

A Vale emitiu um comunicado na manhã de segunda-feira, informando que paralisou parcialmente a circulação de trens na Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM) e produção dos Sistemas Sudeste e Sul visando garantir a segurança dos seus empregados e comunidades e em razão do nível elevado de chuvas que atingem Minas Gerais.

De acordo com o comunicado, no Sistema Sudeste, a EFVM foi paralisada no trecho Rio Piracicaba – João Monlevade impedindo o escoamento do material em Brucutu e no complexo de Mariana, que estão com a produção suspensa. O trecho Desembargador Drummond – Nova Era também está paralisado, mas em fase de liberação e não afetou a produção do Complexo de Itabira.

No Sistema Sul, em função da interdição de trechos das rodovias BR-040 e MG-030, da segurança de circulação de empregados/terceiros e da infraestrutura da frente de lavra das minas, a produção de todos os complexos está temporariamente paralisada.

ATENÇÃO: Ao copiar uma matéria do Mais Minas, ou parte dela, não se esqueça de incluir o link para a notícia original.

Última atualização em 10 de janeiro de 2022 às 22:48