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Homens: parem de matar mulheres por serem mulheres

Homens: parem de matar mulheres por serem mulheres
Juíza Viviane Vieira do Amaral Arronenzi foi morta pelo ex-marido na frente das filhas em plena véspera de Natal - Foto: Jornal Nacional

E lá se vai mais uma vítima…

Viviane foi de encontro à morte. Inconsciente, mas foi. Em nome das filhas, que não queriam um pai bandido, absolveu-as de um genitor que as envergonhasse. Assinou sua própria sentença de morte.

Do nome do esposo que se coloca no casamento passando pela inexistente divisão de tarefas domésticas, o patriarcado brasileiro se perpetua. Propriedade masculina, o corpo feminino importa pouco se destoa do que lhe é encargo: servir.

E não importa raça, religião e condição social. A agressão por ser mulher, em menor ou maior grau, estará presente. Punir é fundamental. Resgatar a dignidade dos parentes próximos também. Mas não basta.

Para não lamentarmos sempre, precisamos ensinar crianças e jovens, homens e mulheres, o absurdo que é a escravidão do gênero feminino.

É necessário abordar sem medo o que os homens, enquanto grupo social, fazem com as mulheres. E promover a superação deste macabro costume antropológico.

Só a transformação radical de mentes e corações poderá evitar mais mortes de mulheres pela razão de serem mulheres. Mais quantas “Marias da Penha” serão necessárias para o fim desta vergonha nacional?

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Guido de Mattos

Guido é advogado trabalhista, sindical e dos movimentos sociais. Há mais de 15 anos está na linha de frente das lutas sociais de Ouro Preto e região.