Durante uma fiscalização em um centro terapêutico na zona rural de Machado, no Sul de Minas Gerais, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), em ação conjunta com o Ministério Público e a Vigilância Sanitária, encontrou diversas irregularidades nas condições sanitárias do local.

Cinco pessoas que estavam no centro foram presas em flagrante pelos crimes de tortura, tráfico de entorpecentes, maus-tratos, sequestro, cárcere privado e organização criminosa.

Segundo a polícia, alguns internos do centro, homens com idades entre 19 e 54 anos, relataram que foram internados contra vontade e sofriam com práticas de tortura física e psicológica.

Leia mais

Caso Djidja: suspeitos devem responder por 13 crimes, diz polícia

Tromba d'água surpreende banhistas na Grande São Luís (MA); veja o vídeo

Novas imagens mostram morte de homem após ‘peeling de fenol’; assista

Os castigos e punições, segundo os internos, aconteciam em uma sala no interior do centro. Os policiais localizaram o cômodo e encontraram diversos objetos como cinturões com braceletes para imobilização e faixas. Segundo as vítimas, os objetos eram utilizados na prática de tortura.

A polícia encontrou ainda recipientes identificados como drogas e álcool, contendo medicamentos, além de caixas de remédios controlados sem prescrição médica e blocos de receitas em branco, assinados pelo médico responsável, mas sem indicação da origem.

Segundo os internos, quando alguém tentava fugir do local, os medicamentos eram usados para sedá-los. Os remédios eram administrados por qualquer funcionário do centro.

Segundo a Polícia Militar, o gerente do centro terapêutico tentou fugir do local durante a fiscalização mas foi interceptado e preso em flagrante. Com ele foram encontrados cheques, dinheiro e um comprovante de depósito.

Durante a inspeção, documentos e pastas foram apreendidos para investigação e todos os funcionários do estabelecimento foram detidos e encaminhados à delegacia. Segundo a polícia as investigações continuam.

Este conteúdo foi originalmente publicado em Sala de tortura é localizada pela polícia durante fiscalização em Centro Terapêutico em Minas Gerais no site CNN Brasil.

O Centro de Referência em Análise de Qualidade de Cachaça (CRAQC), da Universidade Federal de Lavras (Ufla), recebeu R$ 3,7 milhões do governo de Minas Gerais para investir na qualidade da cachaça mineira.

O centro foi recentemente inaugurado e deve ser capaz de prestar assistência a produtores de cachaça de todo o estado e do país, quando esteve em pleno funcionamento. O investimento foi repassado por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) para estruturação do local.

“A Fapemig sabe que, no caso da estruturação de um laboratório para ser referência no estado em análises para cachaças, haverá impacto das mais variadas formas”, disse Marcelo Speziali, diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fapemig. “Teremos um produto mineiro com cada vez mais qualidade, impactando diretamente a economia de Minas, do grande ao pequeno produtor, as comunidades que vivem da produção da cachaça, as indicações geográficas, entre outros processos de certificação de qualidade”.

Para aquisição e manutenção dos registros junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), é necessário comprovar a qualidade da cachaça. O Centro de Referência tem capacidade para emitir laudo sobre os 20 Parâmetros de Identidade e Qualidade (PIQs) que são adotados pelo ministério para registrar uma cachaça.

Leia Mais

Mesmo sob alerta, Penitenciária de Tremembé está pronta para receber Ronnie Lessa

PF destrói 255 hectares de plantações de maconha na fronteira com Paraguai

São Paulo registra o maio mais quente em 81 anos, segundo meteorologistas

“Temos uma bebida tradicionalmente mineira. A cachaça de Minas é reconhecida e apreciada em todo o Brasil, e também mundo afora. É muito importante esse processo de certificação para atestarmos que o produto que Minas fabrica é de qualidade. Isso traz credibilidade e segurança para nosso setor produtivo, além de nos colocar como produtores de primeira linha”, diz o secretário de Desenvolvimento Econômico, Fernando Passalio.

Com o laudo emitido, o produtor tem a garantia da qualidade da bebida produzida.

Este conteúdo foi originalmente publicado em Governo de Minas investe R$ 3,7 milhões em pesquisas para aprimorar qualidade de cachaça no site CNN Brasil.