Atlético

O primeiro campeão brasileiro, com o mesmo nome e as mesmas cores desde sua fundação, o clube com o hino mais cantado, e o mascote mais conhecido do país! O Galo, com mais de 111 anos honra o nome de Minas no cenário esportivo mundial sempre com o legado de lutar, lutar e lutar com toda a raça para vencer. O Clube Atlético Mineiro é o maior e mais tradicional time de seu estado, recheado de histórias marcantes no cenário nacional dentro esporte e com a torcida mais apaixonada do Brasil.

Em 25 de maio de 1908, um grupo de estudantes se reuniu no coreto do Parque Municipal em Belo Horizonte e fundou um time que revolucionaria o esporte ao decorrer das décadas. O Atlético foi o primeiro campeão de uma liga oficial do estado, e também do Campeonato Brasileiro. É o dono de Minas, somando 44 títulos do Campeonato Mineiro, conquistou duas taças da Copa Conmebol, uma Copa Libertadores histórica em 2013, uma Copa do Brasil em 2014, que lavou a alma por ter passado de maneira heróica contra o histórico rival Flamengo na semifinal, e vencido o maior rival na final, e uma Recopa Sul-Americana, também em 2014.

Além de várias glórias e títulos, seu nome também é reconhecido no cenário nacional pela sua estrutura. O centro de treinamento do clube foi eleito em votação como o melhor do país, já hospedando seleções, como a Argentina. E nele já pisaram jogadores gigantes do futebol mundial. Dentro de sua lista extensa de ídolos, Ronaldinho Gaúcho, Taffarel, Reinaldo, Dadá Maravilha, Éder Aleixo, Paulo Isidoro, Toninho Cerezo, etc.

O fato é, o Atlético mudou a história em diversos âmbitos do futebol nacional. Em 1950 foi o primeiro clube de Minas a representar o Brasil na Europa. Em 1968 o Galo representou a Seleção Brasileira em um Amistoso Internacional contra a Iugoslávia e venceu por 3 a 2. Em 1969 o clube mineiro venceu a Seleção Brasileira de Pelé, Carlos Alberto e Tostão por 2 a 1.

A história do Clube Atlético Mineiro é gigante, mas por ser cercada por momentos de resistência, já passou por diversas adversidades por conta da política e a sociedade do país. O Galo sempre foi um clube de todos, do lixeiro ao empresário. Na década de 80, um dos maiores ídolos da história do clube, Reinaldo, se posicionava contra a ditadura militar comemorando seus gols com o pulso erguido, referenciando os Panteras Negras. Por isso, foi injustiçado na final do Campeonato Brasileiro de 1980 contra o Flamengo, apoiado pelo governo nacionalista da época. E, além desse jogo, foi prejudicado novamente contra o rubro-negro carioca, quando cinco jogadores, incluindo o goleiro, foram expulsos da partida contra o mesmo clube carioca válido pelo jogo decisivo da primeira fase da Copa Libertadores, eliminando o time mineiro.

Mas o Galão da Massa é time das reviravoltas, se não é sofrido, não é Galo. O torcedor sempre foi sofrido por ser do povão e das minorias, como dizia o poeta Roberto Drummond, o atleticano torce contra o vento. E quando o vento perde é uma celebração redobrada. E dentro de campo também foi assim. Na Copa Libertadores de 2013 teve um pênalti defendido com o pé do goleiro São Victor aos 47 minutos do segundo tempo nas quartas de final, e posteriormente, virou os dois placares agregados da semifinal e final em que havia perdido por 2 a 0. E não tem como, o coração tem que pulsar. Em 2014, no título da Copa do Brasil, o Atlético passou das quartas de final vencendo o Corinthians, após perder por 2 a 0 e tomar um gol em casa, e o mesmo aconteceu nas semifinais contra um antigo rival, o Flamengo. O Galo é mesmo o time da virada e é o time do amor. Seu espírito é de luta e a paixão de sua torcida incontestável. A “Massa” é o maior patrimônio do clube, que o acompanhou nos momentos mais difíceis até sua redenção. Com certeza, é um clube gigante, respeitado e conhecido no mundo inteiro. Um clube que não pode ser subestimado, já demonstrou tantas vezes que, mesmo se estiver à frente no placar, o Galo é Forte e Vingador.

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